Wednesday, February 08, 2006

Manifesto ardor!

Os ditados já não contam.
Inverteram-se, sofreram, desactualizaram-se.
Já não nos servem para a lição de vida, porque a vida segue outros caminhos,
Tão virtuais, que os ditados já não se escrevem mais!

O que verdadeiramente dita são as modas, os verdes e encarnados,
Os tiques amarrados.
São os novos dias, as manhãs comerciais, os mesmos dias, os slogans demais,
Produtos banais.
Outros dias, noites tão fatais!

Sons, são estes os tons, protegem-se os bons.
Seduzem-se rapazes, mesmo os menos audazes.
Corre-se e vive-se para mais. Tentações, seduções, prazeres colossais.
Relações virtuais!

O presente não é hoje, é agora. Passamos a viver à hora.
Aproveitamos o desconto para Bora-Bora. As férias, o sol, o calor, brasa que arrasa.
Produção sem precaução.
Sucesso, cuidado com o excesso. Manifesto ardor, expressão de dor.
Abandona-se o pudor.
Será isto ainda amor?

Figuras principais. Marcam o sonho de meninas liceais, corpos esculturais.
Vestem revistas, despem preconceitos, produzem efeitos.
Param de brincar, de olhar. Esfriam-se corações. Emoções.
O show começa, a jovem entra na peça!

Monday, February 06, 2006

Sentido único

Os intensos sabores de uma África que ainda não é minha. O vigor dos olhares. A arrebatadora força das palavras sentidas e com sentido único. A luz que ilumina caminhos sinuosos e faz antever o prazer do reencontro.

Friday, February 03, 2006

Tu

“UM DIA, QUANDO A TERNURA FOR A ÚNICA REGRA DA MANHÃ, ACORDAREI ENTRE OS TEUS BRAÇOS, E NÃO DIREI NEM UMA PALAVRA, NEM O PRINCÍPIO DE UMA PALAVRA, PARA NÃO ESTRAGAR A PERFEIÇÃO DA FELICIDADE – TU”! (adaptado de José Luís Peixoto)

CARIL DE AMOR 2

Chegaste,
Olhei-te,
Pensei no momento,
Como esperei,
Imaginava a cada segundo tua aproximação,
E aconteceu.
Numa troca de olhares,
Num toque de mãos,
Eu confirmei minha paixão;
Estava nas nuvens,
Trouxeste-me à terra,
Estava a sonhar,
Trouxeste-me à realidade;
E foi nesta brincadeira,
Que tudo se concretizou,
E de repente,
Lá estávamos nós,
Tristeza não havia,
Só alegria,
Foi quando te beijei,
E o meu coração te amou,
E senti que esse amor continuou,
E continuará para sempre,
A saudade ficará ausente,
Porque te tenho comigo,
E não preciso de mais nada.
Queres ser a minha eterna namorada?

http://www.hyperfotos.com.br/account/main.as

Thursday, February 02, 2006

Água Dura em Pedra Mole!

No prazer da tua companhia,
Sinto-me descer da Lua.
Fantasia!
Sonho por um dia!

Água gélida e corredia.
Uff!
A vida sem os prazeres
Deste dia,
Seria noite fria!

Vida simples e luzidia,
Exemplo do calor
Que, julguei,
Nunca sentiria!

Beleza impossível,
Marca de glória,
Sincera,
Que a minha alma elogia.

Destino, fatalidade, cor, alegria.
Que loucura,
Se não te conhecesse,
Perdia!

Queria, mas mais não podia!
Enquanto escrevo
Desculpo a minha ousadia.
Tudo isto não passa de poesia!

Água Dura em Pedra Mole!

No prazer da tua companhia,
Sinto-me descer da Lua.
Fantasia!
Sonho por um dia!

Água gélida e corredia.
Uff!
A vida sem os prazeres
Deste dia,
Seria noite fria!

Vida simples e luzidia,
Exemplo do calor
Que, julguei,
Nunca sentiria!

Beleza impossível,
Marca de glória,
Sincera,
Que a minha alma elogia.

Destino, fatalidade, cor, alegria.
Que loucura,
Se não te conhecesse,
Perdia!

Queria, mas mais não podia!
Enquanto escrevo
Desculpo a minha ousadia.
Tudo isto não passa de poesia!

Prenúncio de Sorte com Pronúncia do Norte!

Há dias assim! Deviam ter mais horas!Não sou muito dado às questões espirituais e outras que tais. Depende dos ais!Ontem, para mim, foi um Ai Jesus! Entre ventos e marés, uma mulher luzia mais que qualquer outra!Ontem deixei-me inundar de areia e sal. Abri as asas ao pensamento, sem ais nem mais! Imagens fortes, prenúncio de várias sortes. Que vantagem ter a memória como património e a saudade como passagem para a ilusão dos instantes!Ontem, deixei-me arrastar pelos sons e pelos tons. Pelas luzes da minha ribalta! Pela descoberta de uma companhia predilecta. Ai do Escorpião nos assuntos da paixão!Ontem viajei por terras e gentes, sem ultrapassar fronteiras. Viajei no rosto quente de uma mulher diferente. No caminho, passei por mãos atentas, cabelos desalinhados, por ritmos de prazer e dever!Ontem vivi o terror do pudor. Será isto amor? Vivi o dilema do dever e não fazer e do fazer e não dever!Ontem fiquei prisioneiro de olhares vigorosos. Do jingar arrebatador com sabor a licor! Mas fui apenas cúmplice de um crime que não lesa a Pátria, nem qualquer Majestade! Não preciso de Advogado de Defesa. As penas são para cumprir. Sobretudo, quando vale a pena!