Quente timidez de uma mulher-força
Deitada no chão, Rita contempla a terra quente de um Alentejo que tarda.
Palavras pensadas soam a um querer tímido, pendurado nos lábios sedentos da água que permanece no fundo do poço.
Palavras bem ditas, lembram pecadilhos distantes, toldados por um adolescência malandra, ávida de aventura e sorte.
Palavras benditas, cativam a razão de uma mulher – força, raiz profunda de frutos apetecidos, colhidos no melhor da idade.
Palavras tentadas, invadem a esfera da mulher, desta mulher-prosa poética, ritmada, fervendo nas veias a vontade da entrega atrevida, sem perdão, nem compaixão.
Palavras gritadas, de dor. Dor gravada no Ocidente de uma eterna saudade.
Deitada no chão, Rita contempla céus e estrelas. Movimentos perfeitos. Da criação. Ventos povoam o futuro da maré do seu amor. Trazem-lhe o alimento da lama para a alma.
Deitada no chão, Rita sonha. Sonha com o trigo dos céus, com as águas dos riachos a correr nos sentidos, com o amor que é carne.
Deitada no chão, Rita levanta-se e afasta os troncos e as sebes. Soma e multiplica emoções. O coração, num instante, transborda de positivas certezas. Rita está numa nova terra. Continua quente, mas fica mais perto do centro, da terra onde nunca é sempre, mas ainda há sol e um trono para o amor, de quem merece todo o calor.
Palavras pensadas soam a um querer tímido, pendurado nos lábios sedentos da água que permanece no fundo do poço.
Palavras bem ditas, lembram pecadilhos distantes, toldados por um adolescência malandra, ávida de aventura e sorte.
Palavras benditas, cativam a razão de uma mulher – força, raiz profunda de frutos apetecidos, colhidos no melhor da idade.
Palavras tentadas, invadem a esfera da mulher, desta mulher-prosa poética, ritmada, fervendo nas veias a vontade da entrega atrevida, sem perdão, nem compaixão.
Palavras gritadas, de dor. Dor gravada no Ocidente de uma eterna saudade.
Deitada no chão, Rita contempla céus e estrelas. Movimentos perfeitos. Da criação. Ventos povoam o futuro da maré do seu amor. Trazem-lhe o alimento da lama para a alma.
Deitada no chão, Rita sonha. Sonha com o trigo dos céus, com as águas dos riachos a correr nos sentidos, com o amor que é carne.
Deitada no chão, Rita levanta-se e afasta os troncos e as sebes. Soma e multiplica emoções. O coração, num instante, transborda de positivas certezas. Rita está numa nova terra. Continua quente, mas fica mais perto do centro, da terra onde nunca é sempre, mas ainda há sol e um trono para o amor, de quem merece todo o calor.

2 Comments:
Deitada no chão, colada ao planeta, enquanto abre as asas no voo da sedução!
Pois... São os sonhos que ainda tornam a nossa alma navegável... nos caminhos proíbidos do prazer e do Amor.
Bj
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