A Noite. Tempo e Palavras!
A noite será sempre o recanto predilecto do dia para o doce ou amargo amadurecer dos sonhos. Tristes ou alegres paixões, ilusões consoladas num instante. Tudo se esvai como se um rio passasse ali tão perto e nos levasse a emoção. E aí sentimos um pesar enorme por não sermos donos dos nossos sonhos e dos nossos pesadelos.
Foi naquela noite de um Agosto quente, um raio de insónia a perturbar-lhe o sossego, que Diana percebeu a distância que ia de ontem a hoje, de um “sim” a um “não” – tempo e palavras!
A barreira mais difícil de ultrapassar é a do ser ou não ser. Do ser capaz, do ser compreendido, do ser fiel, do ser amigo ou amante. Do não ser capaz (IN – capaz), do não ser compreendido (IN – compreendido), do não ser fiel (IN – fiel), do não ser amigo (IN – imigo), do não ser amante (IN – feliz).
Quantas vezes ser “IN” ajuda. Não aqui. Ser “IN” é andar com o mundo às costas, às avessas. Diana tinha disso uma noção pouco menos que exacta.
Diana nunca se esqueceu que, de ontem a hoje, tanto e tão pouco nos separa o tempo. Ele é o remédio de muitos males, tónico para lisonjeiros prazeres. Ele lhe indicou a distância que os separava – o tempo e palavras!
Mas todas as distâncias, Diana, só serão ultrapassadas se fugires da cidade de todos os dias, destas ruas de todos os dias, das pessoas de todos os dias.
Será esse tempo que te vai permitir descobrir uma personalidade, a de quem nasceu com asas para voar mais alto que o Sol e que, voando no pensamento, ninguém ousa segurar.
Não transformes o teu sonho num manto de saudades sob o espaço. Agora, Diana, as tuas mãos estão quietas, adormecidas. Mas se a distância se anular, terás forças para rasgar o infinito, para cumprir tudo o que estiver escrito, para te tornares um misto de ser e de hoje.
E foi na angústia desta breve tortura, levantando os pés do chão, que Diana sentiu uma dor igual à dor do seu peito, fechou a boca e acordou.
Tinha sido apenas mais um sonho. Tempo e palavras! Nada mais!
Foi naquela noite de um Agosto quente, um raio de insónia a perturbar-lhe o sossego, que Diana percebeu a distância que ia de ontem a hoje, de um “sim” a um “não” – tempo e palavras!
A barreira mais difícil de ultrapassar é a do ser ou não ser. Do ser capaz, do ser compreendido, do ser fiel, do ser amigo ou amante. Do não ser capaz (IN – capaz), do não ser compreendido (IN – compreendido), do não ser fiel (IN – fiel), do não ser amigo (IN – imigo), do não ser amante (IN – feliz).
Quantas vezes ser “IN” ajuda. Não aqui. Ser “IN” é andar com o mundo às costas, às avessas. Diana tinha disso uma noção pouco menos que exacta.
Diana nunca se esqueceu que, de ontem a hoje, tanto e tão pouco nos separa o tempo. Ele é o remédio de muitos males, tónico para lisonjeiros prazeres. Ele lhe indicou a distância que os separava – o tempo e palavras!
Mas todas as distâncias, Diana, só serão ultrapassadas se fugires da cidade de todos os dias, destas ruas de todos os dias, das pessoas de todos os dias.
Será esse tempo que te vai permitir descobrir uma personalidade, a de quem nasceu com asas para voar mais alto que o Sol e que, voando no pensamento, ninguém ousa segurar.
Não transformes o teu sonho num manto de saudades sob o espaço. Agora, Diana, as tuas mãos estão quietas, adormecidas. Mas se a distância se anular, terás forças para rasgar o infinito, para cumprir tudo o que estiver escrito, para te tornares um misto de ser e de hoje.
E foi na angústia desta breve tortura, levantando os pés do chão, que Diana sentiu uma dor igual à dor do seu peito, fechou a boca e acordou.
Tinha sido apenas mais um sonho. Tempo e palavras! Nada mais!

1 Comments:
Profundo... quando se fala do sentir! Há coisas que não estão ao meu alcance, porque penso que somos intemporais. O tempo não separa ninguém, mas sim o sentir de aproximação ou distanciamento. Quando se diz "longe da vista, longe do coração" é isto que se quer transmitir. O tempo não pode ser o remédio de muitos males, apesar de tudo, porque ele não se apaga, nem mesmo o dos momentos de prazeres lisonjeiros... As palavras sim, são traiçoeiras e muitas devem ser apagadas pelo tempo! Costumo dizer que "não há longe nem distância" tal como Richard Bach porque, quando amas alguém que está longe, não te parece que já lá estarás... a seu lado? Fugir, nunca é a solução! É apenas uma ilusão! À medida que vais avançando na idade, recordarás as mais pequenas coisas que fizeste! Sabes porquê? São os "pequenos" pormenores da vida que lhe dão cor, que lhe dão brilho e mais sabor... a caril ou a outros sabores mil!
Bj
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